Joel Sá quer ser o rosto de uma lista que represente um “novo ciclo, uma nova geração e novos protagonistas” que consigam "reganhar" o partido.
Assume um projecto para quatro anos, que quer “aglutinador e abrangente e que não fechar as portas a ninguém”.
Joel Sá diz sentir o peso da responsabilidade que será liderar o PSD à reconquista da Câmara “sem obsessões”, tendo consciência de que o partido se confundiu, por vezes com a própria Câmara, o que foi “prejudicial”: "É verdade que o partido ao longo dos últimos anos foi desaparecendo e se foi confundindo com a Câmara, e se calhar, perdemos as eleições por isso".
Apresentando-se, para já, sem listas e nomes para os diversos órgãos, o candidato tem já alguns projectos em mente. Um deles será a criação de um gabinete autárquico, que apoie os autarcas e esteja mais perto das populações. Outros dos objectivos, a médio prazo, será a preparação das eleições autárquicas. Um trabalho que começará desde já, até à realização das listas".
Como quer um partido aberto, e “sem rolhas”, Joel Sá pretende fomentar a realização de diversos fóruns de discussão de onde possam sair as ideias para o próximo programa autárquico a apresentar aos Barcelenses: "Vamos trabalhar em várias áreas, desde a saúde e educação. Vamos convidar diversos especialistas e auscultar as pessoas, ir ao encontro das populações para saber o que todos pensam".
Aproveitando a experiência passada da JSD, é seu objectivo criar ainda uma série de núcleos do partido, um pouco por todos o concelho, de forma a descentralizar.
Caso ganhe as eleições, Joel Sá pretende eleger uma direcção do Grupo Parlamentar na Assembleia Municipal, para que estude os temas e faça uma “oposição sem demagogias”. Reconhecendo que não pode acontecer mais o que se passou na última sessão, o candidato quer um partido a uma só voz e com uma “articulação perfeita” entre os vereadores, deputados da Assembleia, Comissão Política, autarcas e militantes, porque tem consciências que a população "está muito atenta ao PSD".
Manuel Marinho na apresentação nega acordo para as autárquicas
Durante a sua apresentação pública, Joel Sá não disse uma só palavra sobre o alegado acordo com Manuel Marinho para que este seja o candidato do partido à Câmara daqui a quatro anos. Confrontado pelos jornalistas, o candidato reconheceu o apoio do vereador, mas rejeita estar preso a qualquer acordo prévio.
Na mesma linha segue o discurso de Manuel Marinho, que esteve presente na apresentação de Joel Sá. Diz que não faz sentido existir agora um acordo e só aceita colocar a hipótese de uma candidatura se esta se perspectivar ganhadora e se o seu nome fosse “legitimado” por uma sondagem que assim o demonstrasse.
No entanto, uma grande parte dos cerca de 40 Presidentes de Junta que Joel Sá diz ter ao seu lado, são autarcas que antes das eleições se posicionavam junto do vereador.