Continuam por apurar as razões que levaram ao assassinato de um homem de nacionalidade Romena, que na manhã do dia 3 de Março, foi atingido com um tiro na cabeça, na freguesia de S. Romão da Ucha, em Barcelos.
O homicídio aconteceu perto das sete horas da manhã. Ao que a Rádio Cávado apurou, o homem de 28 anos, que costumava trabalhar na construção civil, mas que momento estava desempregado, não residia naquela freguesia. Terá ido visitar o irmão que mora numa casa alugada, e ficado em sua casa na véspera do homicídio, para começar a trabalhar no negócio de sucatas do irmão.
Na manhã dos acontecimentos, enquanto a sua cunhada tomava banho, ele terá ficado a tomar o pequeno-almoço. Varga Crina terá ouvido o barulho de tiros e de um copo e um corpo a cair no chão. Quando saiu do banho, a senhora encontro o cunhado deitado no chão com uma bala na cabeça. Correu para a janela e ainda conseguiu ver três homens a correr em direcção a um carro branco, onde um outro aguardava, e puseram-se em fuga de imediato.
A Cruz Vermelha de Prado, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação e GNR estiveram no local, mas já nada puderam fazer, já que o homem teve morte imediata. Para já não há certezas quanto às razões deste homicídio, sendo que a Polícia Judiciária está a investigar desde então.
Devido à forma como tudo aconteceu, na freguesia comenta-se que se poderá ter tratado de uma execução levada a cabo por elementos das chamadas máfias de Leste e que as razões do homicídio poderão estar no país de origem da vítima. Especula-se também se os homens não terão confundido as identidades, e se os tiros se destinavam a ele ou ao irmão que reside na Ucha com a sua esposa e uma criança que frequenta a escola da freguesia.
Ricu Carol Virel, o irmão do falecido, que trabalha nos negócios da sucata, mas rejeita que os tiros se destinassem a ele próprio, já que considera não ter inimigos a ponto de ser alvo de uma acção do género, até porque, "o meu negócio corre muito bem", acrescentou.
A única quezília que admite ter tido foi com o seu próprio senhorio, já que o dono da casa onde reside há dois meses se terá recusado a dar-lhe os papéis do contrato de arrendamento, tendo mesmo cortado a electricidade, estando o caso em tribunal.
Todos estes factos terão agora que ser apurados pela investigação em curso, a cargo da Polícia Judiciária de Braga.