O concelho de Barcelos está bem servido em termos de estruturas de apoio à terceira idade. Esta foi uma das ideias deixada pela vereadora da Acção Social da Câmara Municipal de Barcelos, no âmbito do encontro da Rede Social, que reuniu no passado dia dois de Março, no Auditório Municipal para a primeira reunião de trabalho que serviu para discutir “Politicas Sociais e de Saúde para a 3ª Idade”.
Ficou também a saber-se que o concelho irá no espaço de cerca de dois anos duplicar a sua capacidade em termos de lugares em Lares.
Para já, a autarquia pretende dinamizar a Rede Social, aproveitando a sinergia de todos os parceiros sociais que estão directamente a trabalhar no terreno: “Foi um dos nossos compromissos eleitorais dinamizar todo este conjunto de parceiros, porque quem está no terreno conhece a população, é que deve analisar e fazer o diagnóstico das situações”.
Ana Maria Silva reconhece que o trabalho ainda está numa fase muito inicial: “Nós não estamos numa fase de trabalho adiantado. Estamos a começar um trabalho de base que edifique esta grande estrutura que é a rede social”.
À margem do encontro, a vereador considerou que o concelho está bem servido de estruturas físicas, sendo que dentro em breve irão abrir duas novas estruturas que também contemplam serviços de Centro de Dia e Lar, em Tamel S. Veríssimo e Vila Cova, para além da unidade de cuidados de saúde de longa duração existente em Tregosa.
Também presente no encontro, a Directora Regional da segurança Social, deu conta de que a pobreza na terceira idade não tem aumentado no distrito, mantendo-se ao nível da média nacional, isto apesar dos pedidos de apoio terem aumentado, os deferimentos têm-se mantido. “Quer dizer que quem pede, nem sempre precisa”, concluiu.
Maria do Carmo Antunes é da opinião que os diversos complementos previstos para a terceira idade têm feito descer os níveis da pobreza. No entanto, os subsídios terão que ser bem aplicados e para evitar eventuais fraudes, a Segurança Social, reconhecendo que não tem capacidade de fiscalizar, solicita o apoio no terreno das Juntas e das IPSS´s que conhecem a verdadeira realidade económica das pessoas, de forma a combater a pobreza e exclusão social.