Sob o lema "Crescer em liberdade", o candidato criticou a actuação da actual liderança do PS, ao longo dos últimos dois anos, considerando que ela foi pautada "pela estagnação e pela falta de dinamismo e actividade". Barra garante que a sua candidatura não é contra ninguém "mas para unir o partido". O candidato mostrou-se, no seu discurso, exigente para com os adversários internos:"Todos os cidadãos sérios e de boa fé exigem uma completa transparência e responsabilização dos líderes políticos", pelo que "não é admissível que os cargos sejam procurados e exercidos com objectivos mesquinhos e condenáveis, para servir interesses pessoais ou de grupo e com intervenientes absolutamente incompetente". Horácio Barra considera que "a cidadania exige um Partido Socialista mobilizado e forte, em constante crescimento e com total liberdade de participação dos seus militantes", pelo que acredita que os estes saberão escolher quem querem que os represente e jamais apoiarão práticas de divisão e segregação, pois tal só beneficiará os seus adversários políticos". A segregação e tentativa de impedimento da participação de todos é aquilo que Barra pensa ter acontecido no último mandato do seu adversário, Domingos Pereira, ao ponto de ter agora a seu lado ex-adversários internos. O ex-presidente da Comissão Política garante que caso seja eleito "todos terão oportunidade de participar e dar o seu contributo" propondo "a criação de um Gabinete de Estudos que terá um papel fundamental na reflexão sobre a acção partidária e a definição de um Plano de Desenvolvimento Estratégico para Barcelos", e a realização sistemática de jornadas de discussão sobre temas que digam respeito aos barcelenses, criando um "Fórum de cidadania". Três meses depois da primeira vitória eleitoral do Partido Socialista para a Câmara de Barcelos, sob a liderança do seu adversário Domingos Pereira - actual vice-presidente do independente Miguel Costa Gomes-, Horácio Barra assegura "não estar contra ninguém" e não temer vir a ser acusado de "divisionista", garantindo estar apenas a lutar "por um Partido Socialista mais unido e mais forte".
|