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“Ou todos têm aulas, ou não tem nenhum”
Pais de Carvalhal indignados com a supressão do 1º ano na escola da freguesia dispostos a “ir até ao

Pais e Junta não compreendem que os alunos que vão entrar para o 1º ano sejam distribuídos pelas várias turmas quando existiam crianças para uma turma completa. Fala-se já em greve às aulas em Setembro

Os encarregados de educação dos alunos que vão entrar para o primeiro ano de escolaridade reuniram-se sexta-feira em plenário. Uma forma de fazerem ouvir o seu protesto contra o facto de não estar prevista a existência de uma turma única do primeiro ano, quando existiam 24 crianças para formar essa turma.

Segundo o que explicou ao Cávado Jornal a Presidente da Junta de Carvalhal, os responsáveis do Agrupamento Cávado Sul não aceitaram a inscrição de quatro crianças que fariam seis anos até Dezembro, por forma a não terem o número suficiente para formar uma turma, e distribuir os restantes pelos outros anos: “Com isto poupam única e simplesmente um professor que vai engrossar o número de desempregados”.

Por outro lado, as crianças em situação de condicionais, que já tiveram a sua festa de finalistas, se quiserem ingressar no primeiro ano, terão que se inscrever na escola de Remelhe. A Junta e os pais reuniram já com os responsáveis do Agrupamento e da DREN, na escola do Rio, mas não conseguiram fazer valer os seus argumentos.

Depois de saberem desta intransigência, os pais mostram-se dispostos a ir até às últimas consequências, e que poderá passar pela greve às aulas em Setembro: “Se estes cinco alunos não poderem frequentar a nossa escola, não há aulas para ninguém”.

Logo após a reunião de pais, chegou a informação de que a vereadora de educação estava disposta a recebê-los. Só que o encontro serviu apenas para a vereadora mostrar solidariedade com a situação e dizer que nada podia fazer. Opinião que não convence a Presidente da Junta de Carvalhal: “Custa-me acreditar que a Câmara não possa fazer nada. Era sua obrigação fazer qualquer coisa”.

A vereadora da educação explicou aos jornalistas que a composição das turmas é da exclusiva competência da DREN, mas que a autarquia já demonstrou “descontentamento” pelo que está a acontecer, não só em Carvalhal, mas em Pereira, Alvelos, Silva, Galegos, entre outras freguesias.

Apesar de reconhecer um descontentamento geral, Armandina Saleiro reafirma que nada mais pode fazer do que pressionar a equipa de apoio às escolas da DREN: “Logo que tive conhecimento, fiz saber que estas coisas deviam ser alteradas e acauteladas, mas disseram-me que o despacho era para ser cumprido”.

Perante isto, os pais de Carvalhal vão tentar serem recebidos pela DREN.

Autor:
Fonte: interna
Quarta-feira, 28 de Julho de 2010 - 10:53:06

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