A organização esperava cerca de três mil pessoas para a edição deste ano do Festival, mas as previsões acabaram por se revelar modestas. Durante os três dias do evento, a cidade foi “invadida” por muito “festivaleiros” que, de toalha ao ombro e calções, acamparam no Parque da Cidade. Durante o dia (e quando estavam acordados), aproveitaram os espaços para conhecerem a cidade ou refrescarem-se nas piscinas, que estiveram completamente lotadas.
Quanto às bandas que foram passando pelos diversos palcos, estas agradaram conforme os gostos de cada um. Na sexta-feira, um dos dias com mais público, foi uma noite para a música “mais pesada”, mas que mais fez vibrar o público.
No sábado, a banda cabeça de cartaz, acabou por desiludir um pouco. Os lendários The Fall estiveram em palco pouco mais de 30 minutos, com o vocalista Mark Smith a abandonar o espectáculo com o alinhamento a meio. Durante o tempo que actuou, parecia um pouco alheado do espectáculo, chegando a virar as costas ao público para ler as letras. O facto de praticamente não se ouvir a sua voz, como a da menina das teclas, também não ajudou. Mas os fãs, pouco se importaram com tudo isto, porque o estatuto desta banda dá para tudo.
Entre o público assistia-se a um encontro de gerações, que se uniam nos elogios ao espaço. Para além do programa musical, ficou também o ambiente que se cria neste tipo de festivais, com muita alegria, muita confraternização e… muita cerveja…